Contos · Texto

Paixões do ônibus (Contos)

 

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Entrei no ônibus, distraída. Sorri para o motorista e lhe desejei um bom dia. Aumentei o volume da minha música e vasculhei o lugar com os olhos, procurando onde sentar. Achei um lugar vago, ao lado de um moço, muito bonito por sinal. Caminhei até ele que não tirava os olhos de mim. Pedi se podia sentar ao seu lado, ele me respondeu com um sorriso e um aceno de cabeça. Sentei-me despreocupada e continuei a cantarolar minhas músicas favoritas, apreciando o perfume amadeirado daquele garoto. Estava embalada ao som de uma música que nem me lembro agora, de olhos fechados, cantarolando baixinho e movendo a cabeça conforme as batidas. Quando olho para o lado, o garoto está olhando para mim e sorrindo. Pergunto para ele o motivo de seu sorriso e ele diz que sou linda. Não pude conter meu sorriso e a timidez, abaixei a cabeça envergonhada e pronunciei um obrigada bem baixinho. Ele levantou minha cabeça delicadamente e olhou no fundo dos meus olhos. E então me perdi em seu olhar, havia mergulhado no oceano de sentimentos que ele carregava naqueles lindos olhos azuis.

 

Estava no ônibus, observando a cidade pela janela, distraído. Quando olho para a entrada do ônibus vejo uma moça, linda por sinal, entrando. Ela sorri para o motorista. Um sorriso tão doce. Lhe deseja um bom dia e depois vasculha o local com os olhos, até que vê um lugar vago ao meu lado. Ela aperta algum botão em seu celular e vem andando até mim, não consigo desgrudar os olhos dela, é tão linda. Seu rosto tinha traços delicados e seu corpo era tão bem desenhado. Antes de sentar ao meu lado, pediu licença com muita educação. Eu apenas sorri e assenti. Quando ela se sentou pude sentir a fragrância doce que ela usava. E não pude conter o sorriso quando ela começou a cantarolar uma música, com os olhos fechados e balançar a cabeça conforme o ritmo. Quando percebi, ela já me olhava, e até questionou porque eu estava sorrindo, apenas disse que ela era linda. Envergonhada, a mesma abaixou a cabeça e me agradeceu baixinho. Sorri mais ainda e levantei seu rosto cuidadosamente, querendo olhar em seus olhos. E então me perdi naquele olhar, tão profundo que eu poderia enxergar até a sua alma.

(…)

Observação: Esse é um texto autoral e contém uma história fictícia.